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Como andará o mercado de trabalho em São Paulo? Ao final de Outubro do ano passado, o país experimentou uma verdadeira catástrofe econômica ao ser atingido pelos reflexos da crise econômica que assolou os Estados Unidos e grande parte do mundo. Na realidade, essa crise não deveria ter nos atingido com a potência e com os reflexos que experimentamos. Nosso mercado interno era bem “guarnecido” e estava aquecido; nossos bancos estavam fartamente capitalizados e protagonizavam lucros gordos e crescentes; e nossa economia ia muito bem obrigado.

Mas alguns empresários se viram assustados com a repercussão que a crise atingiu no exterior e os bancos enxergaram nisso uma oportunidade de lucrar mais ainda aumentando os juros e restringindo o acesso ao crédito de forma grotesca e perniciosa. O resultado não tardou; nossa economia que vinha pungente e promissora; pisou no freio com força total e inúmeras empresas começaram a demitir “de qualquer forma”.

A maior prova de que os temores eram infundados e que as demissões eram injustificadas foi que, poucos meses depois, os mesmos setores que dispensaram funcionários se viram tolhidos em sua capacidade de atender a demanda por seus produtos e serviços, sendo obrigados a reiniciar as contratações.

E, como não poderia deixar de ser, São Paulo como pulmão econômico do país foi o primeiro a se ver beneficiado pelo aquecimento providencial em seu mercado de trabalho. Logo, as oportunidades de emprego começaram a aparecer nos setores de metalurgia, serviços, construção civil (graças ao aquecimento provocado pela redução de impostos e do plano para moradia popular dos governos federal, estadual e municipal) e, consequentemente, um maior aquecimento nas áreas que já estavam demandadas como a de profissionais de tecnologia da informação, serviços especializados e pessoal de atendimento em geral.

A oferta de empregos em São Paulo já vem tomando proporções que nos permitem qualificar o mercado de trabalho paulista como extremamente promissor e profícuo. Pode-se mesmo aventurar-se a imaginar que, dentro de muito pouco tempo, o mercado de trabalho paulista estará nos mesmos níveis de oferta e procura que experimentava antes da eclosão da crise internacional.

As medidas postas em prática pelo governo federal no que diz respeito à redução de impostos no setor automotivo e de construção civil foram, sem qualquer sombra de dúvidas, os principais elementos incentivadores para que o mercado de trabalho se recuperasse de forma mais rápida do que o esperado anteriormente. O aquecimento nas vendas, provocado pelo barateamento dos preços, ocasionou uma verdadeira chuva de oportunidades no comércio e na indústria metalúrgica que estão recuperando os postos de trabalho perdidos rapidamente.

É de fundamental importância que todos os governos e políticos envolvidos na elaboração de políticas para geração de emprego e renda estejam sempre antenados com as reais necessidades da economia e tomem as medidas necessárias para permitir aos agentes econômicos uma rápida recuperação das condições excepcionais que experimentávamos em outubro do ano passado.

Se esses elementos se unirem em torno da causa comum da geração de empregos; não só o mercado de trabalho de São Paulo se tornará um enorme filão de ouro para os cidadãos que ainda estiverem em busca de uma oportunidade, como outros pólos de geração de empregos surgirão profusamente em nosso pais.

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